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INSATISFEITO COM 84% DE APROVAÇÃO, LULA MIRA PÚBLICO INFANTIL

19 de Abril de 2009

LULA/BRINCADEIRA

POPULISMO
Afaste um presidente do povo e as pesquisas de opinião naturalmente se tornarão os porta-vozes das urnas. Ao observador ingênuo pareceria que tanto mais querido é um líder eleito quanto melhor é a avaliação de seu governo; existe, porém, uma particularidade latino-americana tornando essa identidade um pouco mais complexa: a relação de afeto frequentemente verificada entre eleito e eleitores. É essa conexão, afirma Eduardo Pereira Nunes, presidente do IBOPE, que “torna os índices de aprovação pessoal do presidente e de seu governo estranhamente descolados”. Em março último, por exemplo, 84% aprovavam Lula “da Silva” enquanto apenas 13% avalizavam a sua gestão.

O que seria motivo de comemoração para qualquer outro dignitário decepcionou o presidente brasileiro. Segundo funcionários do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia, assessor especial, teria convencido o presidente de que os 16% restantes eram “ou leitores de VEJA ou fedelhos, grupos especialmente resistentes à mudança de opinião”. A partir daí voltou-se para as crianças o caro arsenal de relações públicas do Palácio do Planalto.

PROGRAMAS
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República anunciou o lançamento de uma série de campanhas destinadas a educar o público infantil acerca das atribuições do presidente, da divisão dos três poderes e das esferas estaduais e municipais do poder executivo. No centro do esforço midiático esta um desenho animado produzido por Maurício de Souza: “Turma do Lulinha” seguirá o modelo dos desenhos animados americanos e japoneses exibidos em programas matinais como Show da Xuxa e Parque da Eliana. Segundo o desenhista, a escolha dos personagens foi feita pelo próprio presidente, que selecionou Dona Marisa Letícia, Dilma “Vana” Roussef e Gilmar Mendes como seus amigos e Protógenes Queiroz e Fernando Henrique Cardoso como antagonistas “valentões”. As historíolas terão lugar na fictícia cidade ABClândia, onde os personagens levarão uma vida simples e despreocupada, sendo apenas ocasionalmente perturbados pela imprensa e pelos habitantes da rica cidade vizinha, todos brancos de olhos azuis.

Sob a superfície midiática operam as engrenagens da burocracia: o mesmo decreto que determinou o início do programa reservou vinte minutos na grade matinal das TVs abertas para a exibição da “Gincana com o Presidente”, no qual “da Silva”, auxiliado pelas meninas Maysa e Sasha, conversará e fará brincadeiras com uma platéia de crianças. Segundo Reinhold Stephans (AA, Acre), ministro da agricultura, notório alcoólatra e coordenador da “Turma do Lulinha”, “pretendemos estabelecer uma conexão sincera com a criançada. O presidente revelará dicas de como receber o Bolsa Escola por mais tempo e compartilhará experiências interessantes, como por exemplo a melhor ocasião para se tomar o primeiro goró”

SANGUE
Tais medidas iniciaram grita quase imediata na oposição, que detectou no programa “Turma do Lulinha” o início da campanha Lula2014. “É um absurdo completo essa situação! Como se não bastasse cooptar jornalistas, empresariado e a oposição, Luis Inácio quer também o sangue dos meus filhos. Tenha santa paciência!” proclamou o deputado federal satanista Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM, BA).

EM ENCONTRO COM OBAMA, PRESIDENTE LULA, EMBRIAGADO, DIZ: “O ALCÓOL É NOSSO”

25 de Março de 2009

lula-obama1

PRELIMINARES
O presidente Luis Inácio Lula “da Silva” foi o terceiro líder mundial a ter um encontro formal com o 44º presidente dos Estados Unidos da América, Barack “Hussein” Obama. Numa agenda que é tida em círculos de política internacional como uma atualização da hierarquia geopolítica mundial, os encontros anteriores à visita do mandatário brasileiro com os presidentes da Autoridade Nacional Palestina, Mahmmoud Abbas, e da Coréia do Norte, Kim Jong-il, anunciaram uma nova era de relações bilaterais entre a potência americana e o mundo.
É sabido que em relações diplomáticas são de igual importância as preliminares midiáticas, nas quais os líderes e suas equipes anunciam quais serão a pauta e o tom do encontro, e a reunião em si. No caso brasileiro, o Itamaraty, a pedido da Casa Civil, vem organizando debates com empresários e grupos de interesse relacionados ao negócio do etanol desde janeiro na Granja do Torto, a residência oficial da família Lula “da Silva”. Enquanto a nova geração do Sucroalcoolerato nacional tem sido sumariamente ignorada, Jorge Paulo Lemann, sócio-parideiro do sempre crescente consórcio cervejeiro InBev, e seu time de tecnocratas transnacionais foram os primeiros a ter um fim de semana dedicado às suas bebidas nos já tradicionais “rega-bofes presidenciais”, como elegantemente resumiu o Ministro da Agricultura e notório alcoólatra, Reinhold Stephanes(Partido Integralista – PR).

SODOMA
O fato curioso da divisão de fins de semana entre figurões do empresariado foi a preponderância das reuniões agendadas com grandes produtores de cachaça, como Marcos de Moraes e Guilherme Müeller Neto . Negando todos os boatos, inclusive o de que um “Cachaçaduto” patrocinado pela Companhia Müller de Bebidas estaria sendo instalado para servir o Palácio do Planalto, Dilma “Vana” Roussef veio a público numa entrevista coletiva na cozinha da Casa Civil, texto do obscuro Ato Importante No 1 à mão, afirmar que “Lula só quer tomar a birita dele por que vocês dão muita azia. (risos). Assim como o sistema bancário e o caixa 2, o álcool é orgulho da nação brasileira. Além do mais, em termos de realpolitik, como qualquer brasileiro, quanto mais bêbado o presidente, melhor ele fala inglês. Não vou responder perguntas. Passar bem”.

BONDE
A comitiva presidencial incluiu dona Maria Letícia; seu Cláudio, garçom pessoal de Lula desde os tempos do sindicalismo e tido como “a melhor caipirinha de Brasília”; Ricardo, representante comercial da cachaça Anísio Santiago; o espírito Vinícius de Moraes no corpo do médium baiano Divaldo Franco como enviado do Itamaraty;os convidados especiais Zeca Pagodinho e a menina Maysa; o enviado dos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de São Paulo, João Ubaldo Ribeiro bem como trinta e sete diretores não-identificados do Senado .
Em seu twitter, Jarbas Vasconcelos (Sem Partido, RT), em mais um surto de sinceridade, fez uma revelação: “Em Brasília todo mundo sabe que ele só viaja para ficar bêbado mais rápido e comprar whisky no free shop”.
Contrariando o senador, “da Silva” não se limitou à isenção tributária, transformando a sua visita ao novo comandante-em-chefe americano num acontecimento de repercussão mundial: ao abraçar,vermelho e visivelmente alcoolizado, efusivamente Barack Obama, para logo após abrir os braços para as câmeras,declarar “O álcool é nosso, minha gente” e cair no chão após se desequilibrar, causando alvoroço entre assessores de ambos os cerimoniais. Segundo Franklin Martins, porta voz do Palácio do Planalto, desde que o rendez-vous com “Hussein” foi confirmado, “o Luis Inácio anda muito ansioso e não consegue tirar o etanol da cabeça; ele esta preocupado se o clima será descontraído como nos tempos de Bush ”.

REPERCUSSÃO
Em casa, o P-SOL aliado a Fernando Gabeira (PV, Leblon) agendou uma passeata com fins a recepcionar o presidente com uma salva de vaias na Base Aérea de Brasília. O mote do protesto será “Sobriedade e Austeridade”, um estandarte outrora monopolizado pelo DEM e neo-liberais em geral.
O ex-presidente e também reputado alcoólatra Boris Yeltsin afagou o colega brasileiro com palavras de encorajamento: “Na primeira vez é assim: causa-se espécie. Da terceira em diante ninguém atina mais para a sua embriaguez”. Larry Rohter, ex-correspondente brasileiro do New York Times, respondeu à inquisição da reportagem com um brasileiro e prolongado “[e]u disse”.